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sábado, 13 de fevereiro de 2016

sistema construtivo - piscina biológica ou natural

Pensem numa piscina de águas cristalinas, água leve, sem cloro e o mais importante... sem dar manutenção!

Ilusão? Futuro? Não. Isso existe e pode ser feito em casa, num sítio, na praia.


Na minha cidade, um dos jornais locais publicou que no nosso "Arroio Dilúvio", como é chamado, terá um tratamento "inovador": será limpo utilizando plantas aquáticas em sua borda. Bem, digamos que isso é nobre e bem inteligente, mas inovador não. Esse sistema foi inventado pela natureza, promove a filtragem das águas e funciona à beira de rios há mais de 10 mil anos. 

A piscina biológica na verdade é um lago criado artificialmente sem a permeabilidade do solo (isolado com lona plástica ou manta de alta qualidade) dividida em 2 partes: a zona de banho e a zona de auto depuração.

A área para banho é semelhante a uma piscina comum, porém está conectada a uma área vegetativa de regeneração, que deve ser protegida com tela e também com uma mureta para separar as pedras e as plantas da área de banho, mas que permita o fluxo de água.

Algumas piscinas biológicas podem contar ainda com um sistema de filtro UV que complemente e esterilize a água e ainda um sistema de aeração para oxigenar a água.


É um ecossistema artificial, capaz de manter um equilíbrio dinâmico estável e que pode-se ter a desejada qualidade da água, a longo prazo. 

Mas vejam os benefícios e diferenciais:

* por não produzirem águas de composição diferente das águas que se encontram na natureza, águas que são também aptas para usos como a rega;
* por não usarem qualquer aditivo químico venenoso ou tóxico para os seres vivos nem contaminarem solos e níveis freáticos;
* por não utilizarem quaisquer partes construtivas não recicláveis;
* por compensarem, no local da intervenção, o único "defeito" que têm, a impermeabilização do solo, através do novo ecossistema implantado acima desta zona de impermeabilização;
* por trabalharem com bombas solares na circulação da água. 

E contribuem para a biodiversidade local e uma estrutura concebida para o encontro com a natureza por criarem novos habitats para várias espécies da fauna, em especial anfíbios, répteis e insetos das zonas úmidas.

































As piscinas biológicas são habitats artificiais que procuram reproduzir os naturais, de uma forma tão perfeita quanto possível. As pessoas a tomarem banho numa piscina biológica são, nesta perspectiva, apenas mais alguns seres vivos entre outros, com os quais partilham o mesmo espaço aquático. Uma piscina biológica é biodiversidade. As piscinas biológicas têm ainda outras vantagens: possuem, por exemplo, efeitos didáticos e pedagógicos para os usuários da piscina. As crianças, quando brincam na água ou praticam natação, podem observar plantas e animais selvagens de perto, ao vivo, e não apenas virtualmente na televisão ou no jardim zoológico. Podem acompanhar os seus ciclos de vida ao longo das estações do ano e, assim, desfrutar da piscina biológica, mesmo depois dos dias de calor e banhos já terem ficado para trás. Uma piscina biológica, de um modo geral, é colonizada pelos anfíbios, sobretudo rãs, logo a partir das primeiras semanas da sua existência. Algumas das espécies aparecem apenas durante ou após a época chuvosa, com a intenção de usar a piscina como local de reprodução. Também é possível observar espécies mais raras, como o guarda-rios, com alguma regularidade, enquanto que a lontra passa apenas na escuridão da noite, quase invisível, mas deixa as suas pegadas na areia das margens.

(fonte http://www.biopiscinas.pt/)

Podem ver mais exemplos em vídeos do YouTube da construção, como este e este.

É muito bacana!! 

Água pura, limpa, num ambiente com características naturais e belíssimas. 

Até breve ;)


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dificuldade em Ser Ecologicamente Correto

ORÇAMENTOS

Desde a última postagem a procura por fornecedores na região (e pasmem! até no estado) é complicada. Em todas as etapas a preocupação com as alternativas ecológicas é levado em pauta.

A região da obra é afastada da Capital porto alegrense, mas mesmo se não fosse a frustração seria igual.

Um produto tranquilo de se trabalhar e conhecido pela maioria, é o piso grama. Um módulo de concreto prensado com alta capacidade transitória e alto teor penetrável de água, que é aberto para o crescimento de grama ou até colocação de pedras ou seixos decorativos, usado no jardim ou na passagem de carro.



















As peças possuem muitos tamanhos e modelos e são encontradas nas fábricas que já trabalham com os blocos de concreto ou bloco intertravado de pavimentação.

No jardim são agradáveis visualmente e são permeáveis, permitindo que a água entre no solo e siga seu curso natural, sem a necessidade de ralos e caimentos.






Pode-se também utilizar tubos de dreno abaixo da área se quiser utilizar essa água (com reúso de águas pluviais em cisterna enterrada) mas não é obrigatório.

A colocação:















A maioria dos fornecedores estão em São Paulo e Curitiba e o frete fica inviável, pois cada peça é pesada e para uma área de 200m² já necessitamos de 2 caminhões de 12 mil kg (levam até 120m² cada).

O valor não fica muito em conta não. Este é um dos maiores problemas! Tempo? A gente se organiza. Mas e o valor pra essa área? De R$ 9 mil a R$ 13 mil. Considerando que alguns valores são apenas a peça e não a colocação ou o frete.

Complicado, né? Pois bem... este assunto ainda será retomado. Enquanto isso, seguimos orçando todos os tipos de materiais sustentáveis possíveis para que a casa não promova tanto impacto ao meio ambiente e para que possamos ser referência no bom uso de materiais.

A meta ainda é mostrar que podemos construir uma casa com baixo impacto e positiva à Terra.

Até breve!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Sistema Construtivo - Tijolo Solo Cimento


Algumas das metas iniciais do projeto era "andar junto com o meio ambiente", ser o mais sustentável possível.

Então as premissas:

- Alvenaria: tijolo de solo cimento (eco tijolo)
- Aberturas: PVC ou  madeira certificada de reflorestamento
- Telhado: recicladas de embalagens de leite "Tetra Pak"
- Telhado: verde
- Abastecimento: poço artesiano
- Recolhimento e reúso da água da chuva
- Fossa: Tanque de Evapotranspiração
- Energia solar: futuramente
- Decks: madeiras plásticas reaproveitadas

- Piscina Biológica (ou Natural)
- Ventilação Natural
- Horta
- Piso Permeável ou Drenante
- Coleta Seletiva
- Proteção vegetal (incidência N)
- Paisagismo Sustentável 

Estes são os itens que se encaixam no conceito do projeto, e a pretensão é seguir nessa linha para um menor impacto no meio inserido e no ambiente.

Então explicando um por um, começaremos com:



TIJOLO DE SOLO CIMENTO





Depois de conhecer o sistema, foi decisivo perante tantos benefícios:


"O solo cimento é uma mistura composta por terra, cimento e água.

É utilizada na construção de casas populares. A terra ideal para a mistura deve ser arenosa contendo entre 70% a 80% de areia.

Solo-cimento é o material obtido pela mistura de solo, cimento e água. O tijolo deste material é feito pela prensa, manual ou automatizada, dessa mistura. Após a prensa ele passa pela cura e secagem, não sendo necessária sua queima.

O tijolo de solo-cimento também é conhecido como tijolo modular ou ecológico. Ecológico pela expressiva redução do consumo de energia, já que não é necessária a queima do tijolo.

Além disso, esse sistema de fabricação é muitas vezes viabilizado para programas habitacionais ou mutirões, como por administração direta. Fato que demonstra a transferência de tecnologia pela fácil assimilação dos operários, dos equipamento e também da mão-de-obra já familiarizada com o sistema construtivo de alvenaria.

O solo-cimento vem sendo aplicado ainda em: fundações, pisos, passeios, muros de contenção, barragens e blocos prensados.

Mistura solo-cimento: A melhor opção e de solo arenoso com 70/80% de areia + 30/20% de solo argiloso ou 30/20 % deste solo, misturado em 70% de areia, e qualquer uma das misturas de 12 a 15% de cimento."

(fonte Wikipedia)



Os tijolos passam por um processo de hidrocura, ou seja, são curados com água por isso ele tem o aspecto ecológico, além do que será evitado a derrubada de 9 árvores para cada 1.000 tijolos fabricados. E eles são 4x mais resistentes que os tijolos convencionais.









Eles me conquistaram de cara. Gostei da configuração rústica, da cor, da facilidade de assentamento, da modulação... de TUDO!

Depois de conhecer o sistema, foi decisivo perante tantos benefícios:

  1. Economia do custo final em até 50% da parede de tijolo ecológico em relação ao uso de tijolo 6 furos;
  2. Diminui o tempo de construção em 30% com relação a alvenaria convencional, devido aos encaixes que favorecem o alinhamento e prumo da parede;
  3. Estrutura – As colunas são embutidas em seus furos, distribuindo melhor a carga de peso sobre as paredes. CRIANDO UMA ESTRUTURA MUITO MAIS SEGURA!
  4. Economia de 100% no uso de madeiras nas caixarias dos pilares, vergas e contra-vergas;
  5. Economia de até 100% da massa de assentamento, (alguns possuem encaixe perfeito e não necessitam da massa de assentamento);
  6. Economia de 50% de ferro;
  7. Os Tijolos Ecológicos são curados com água e sombra, diferente dos tijolos convencionais que dependem da queima de milhares de lenhas em fornos, contribuindo demasiadamente com o aquecimento global e com desmatamentos;
  8. Durabilidade maior do que o tijolo comum, pois chega a ser até 6 x mais resistente;
  9. Alivia o peso sobre a fundação evitando gastos desnecessários com estacas mais profundas e sapatas maiores;
  10. Fácil acabamento. Se preferir não precisa rebocar e pintar, economizando mais ainda. Os Tijolos Ecológicos já possuem um lindo acabamento, semelhante aos tijolos aparentes, necessitando o uso de apenas um impermeabilizante a base de silicone ou acrílico, e rejunte flexível (varias cores da vedacit e votaran);
  11. Revestimento é simples usando-se direto sobre tijolo apenas uma fina camada (2 a 3 mm) de reboco, textura, gesso ou graffiato;
  12. O assentamento dos azulejos é direto sobre os tijolos;
  13. Obra mais limpa e sem entulhos;
  14. Acústica - como o tijolo ecológico possui dois furos, as paredes formam um isolamento acústico, diminuindo os ruídos provocados na rua para o interior da casa.
  15. Isolamento térmico (calor) – O furo dos tijolos, são importantes pois formam câmaras térmicas evitando com isso que o calor que esta do lado de fora penetre no interior da residência. Com isso a temperatura interna é inferior a externa. UMA CASA BEM FRESCA NAQUELES DIAS DE CALOR INTENSO!
  16. Isolamento térmico (frio) – Com o Frio acontece ao contrario, pois a temperatura da casa fica mais quente do que a externa.TEMPERATURA SEMPRE AQUECIDA NOS DIAS FRIOS!
  17. Proteção de umidade – Esses furos também propiciam a evaporação do ar, evitando com isso, a formação de umidade nas paredes e interior da construção, que causa danos à saúde e danos materiais.
  18. Instalações hidráulicas – Toda a tubulação é embutida em seus furos dispensando a quebra de paredes, como na alvenaria convencional. SEM DESPERCÍOS COM “QUEBRA-QUEBRA”!
  19. Instalações elétricas – Como as instalações hidráulicas, também são embutidas nos furos, dispensando conduítes e caixas de luz, podendo os interruptores e tomadas serem fixados, diretamente sobre os tijolos.
  20. A PRATICIDADE DESTE TIJOLO FARÁ SUA OBRA SER MUITO MAIS RÁPIDA!


Precisaria de mais?

Existem muitos fornecedores em todo Brasil, mas confesso que senti uma dificuldade para achar no RS. Algumas empresas pequenas fecharam (e fecharam muito rápido!) e precisei tomar muito cuidado com isso.

A escolhida foi a GeoBrick (em Ivoti) que possui agora formas da Alroma (maquinários e prensas para este tipo de tijolo). Trabalham com 2 tamanhos: 25x12,5cm e 30x15cm.

Até breve ;)